Gaming Art

Não posso negar que em meus vinte e poucos anos de vida, nunca tive devaneios artísticos - sejam momentos de pseudo-intelectualismo, sejam momentos de apreciação da arte, criação alheia, música etc. Especialmente sendo tão apegado à arte (fiz Desenho Industrial no intuito de unir meu conhecimento artístico à estatística e técnica mecânica) e, assim, sempre buscar pontos em tudo que a lembre-me.

Com games, não é diferente: existe aquele título que, artisticamente, mexe comigo, com você ou com boa parte da galera que joga mundo a fora. Caindo no particular, novamente, existem aqueles títulos que de alguma forma, são excelentes para mim. Trilhas sonoras que cativam todo um jogo, gráficos estonteantes, roteiros excelentes.

No teatro, um bom texto traz todo o mérito ao ator. Não importa se ele consegue chorar, sorrir, dançar e cantar se o que o guia ou o faz levar àquilo não é bem feito ou estabelecido. Menciona-se Metal Gear Solid como exemplar, nesse quesito. "Can love bloom on a battle field?", diz Otacon ao ver Sniper Wolf morta. Sem mencionar no trabalho que foi criar um jogo somente para explicar todos os acontecimentos passados à série e que levaram à toda uma conspiração genial, MGS3, com um final aterrador, MGS4.



Outro roteiro exemplar é o de Silent Hill 2. As reviravoltas impostas e as comparações feitas, depois, com o drama psicológico vivenciado pelo personagem principal, James Sunderland são dignas de prêmios. A encarnação do desejo em Maria, do pecado no Crimson Head e da inocência na pequena Laura... É magnífico. Ainda hoje, eu pego o título para jogá-lo sabendo de toda a história, só para revê-la.



Silent Hill 2 também é, para a época de lançamento, 2001, um marco nos gráficos. Foi um dos primeiros motores de marketing da plataforma da Sony, Playstation 2. Quem não se lembra da introdução, de James se olhando no espelho? O sorriso de Maria? É como um pequeno filme, interativo.



Graficamente, não há como não dizer que Shadow Of Colossus é um dos jogos mais bonitos já criados. O Roteiro é simples, lida com as questões do amor, mas são os gráficos e os trecejos que impressionam. Especialmente quando se enfrenta criaturas gigantescas e vivas. A morte de cada um dos colossos é um drama, visto que eles também são seres com vida. As texturas são detalhadas e os artífices para a caracterização excelentes.



Outro que vale menção a beleza de gráficos, a arte empregada na construção do game é Resident Evil 5 que, particularmente, é um de meus favoritos. A inserção da Captura de Movimentos com técnicas cinematográficas transformou o jogo em um show de arte e criatividade. Da Capcom, também, posso falar de Okami, jogo que emprega mitologia japonesa como conceito original. Usar um pincel para criar sho-do e assim, ajudar o lobo é absolutamente belo.



Pra finalizar, por cima disso tudo, e nesses mesmo títulos, ainda existem as trilhas sonoras que fazem a coisa melhor: dão emoção. Em especial, cito aqui, a musica de encerramento de Resident Evil 5, "Pray", composta por Kota Suzuki e cantada por Oulimata Niang. Há também as composições de Martin O'Donnell para a franquia HALO que transformam todo o contexto do jogo de tiro em algo mais pessoal e envolvente. Quoto, também, por último, Nobuo Uematsu que sempre nos embalou com Final Fantasy e, recentemente, Lost Odyssey.



Como disse lá em cima, todos esses jogos foram motivadores de momentos de reflexão de jogadores sobre algum ponto. Nos fizeram pensar, avaliar, sentir e compreender novas emoções. Tem gente que ainda fala que jogos são entretenimento puro. Concordo, jogos são entretenedores. Da mesma forma que uma peça de arte é.

1 comentários:

  1. GUi disse...:

    nunca q aquela menina derruba aquele monstrão com uma flechinha vagabunda! rsrsrsrs

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