Comentando UNCHARTED

Quando dizem que o cachorro é sem-vergonha, não estão para brincadeiras. Ok, a piada não foi boa, mas eu estou falando sério. Durante a E3, vendo a conferencia da Sony quando, BAM!, surge na tela Uncharted 2: Among Thieves. Gráficos estupendos e combinação de elementos... Mas foi justamente quando saquei essa combinação que fiquei preocupado.

Resolvi tirar a dúvida na mão: fui até a locadora mais próxima e dei um jeito de jogar Uncharted: Drake's Fortune, para Playstation 3. Trata-se do primeiro título, que antecede o anunciado na Sony e que, para meu espanto, foi sucesso de vendas.

A história é simples: Nathan Drake encontra o túmulo de um antepassado explorador, Sir Francis Drake e descobre o caminho para El Dorado. Acompanhando ele estão seu parceiro de calote, Victor "Sully" Sullivan e a repórter Elena Fisher - a qual faz uma matéria dos achados de Drake e, assim, financia a viagem dos vigaristas trambiqueiros arqueólogos. No caminho, enfrentam problemas quando deparam-se com o agiota, mas também arqueólogo, Gabriel Roman. Como forma de recuperar o dinheiro que Sully deve à ele, Roman pega o mapa para El Dorado e, enfim, a coisa toda acontece culminando nas duas equipes indo parar em uma ilha no meio do oceano Atlântico, cheia de ruínas espanholas e bunkers alemães da Segunda Guerra Mundial. Como isso tudo foi parar ali? Resumidamente... Jogue e descubra! =P

A jogabilidade é divertida. Em primeira instância, os gráficos são excelentes e os comandos simples. Por algum motivo sobrenatural, Drake é uma espécie de Príncipe da Pérsia mesclado com Althair da Ordem dos Assassinos - isso significa que o herói do jogo pula por batentes de janelas, escala muradas infindáveis, corre por paredes e, surpreendam-se, ainda consegue atirar fazendo tudo isso!

Falando em tiros, o sistema de combate é simples: Gears Of War. Lembrou? Pois então. Drake é capaz de proteger-se atrás de pedras, rochas, árvores, enfim, o que você imaginar do cenário. Fato positivo é que muitas vezes, especialmente no nível mais alto de dificuldade, Crusher (esmagador), isso é bom, já que os inimigos são mestres em acertar-lhe headshots sanguinolentos.

Sinceramente falando, eu me senti jogando Assassin's Creed com pitadas de Gears Of War, cenário e história de Indiana Jones e um protagonista que é uma mistura de visual do Max Payne com a personalidade de John Mclaine (Die Hard). Sendo bem machista, o jogo mistura tudo o que nós, provedores da testosterona da casa, gostamos. Tem tiro, tem humor, tem non-sense e tem aventura. É um prato cheio. Especialmente por que temos um herói tagarela que, acertadamente, nos joga em sua pele e descreve, a todo instante, seus sentimentos naquele mundo.

Agora se você é como eu, que pede um pouquinho a mais dos jogos, pode ficar decepcionado justamente pelas semelhanças que eu listei. Fica meio impossível de não fazê-las e infelizmente, a Naughty Dog, produtora do jogo, pecou nesse ponto. Contudo, ela retrata-se criando uma ambiente interativo, jogabilidade com resposta rápida e algumas horas de jogo que valem a pena.

No fim, senti-me pouco interessado em jogar Uncharted 2: Among Thieves. Exceto pelo fato de que, na demo mostrada, um prédio caí: com você dentro. "Groovie!", diria Ash.

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