A corrupção dos Games em nossas vidas

Acredito que a maioria dos leitores foi agredido ao saber da reportagem que a Fox News (maior agência de noticias americana)  fez sobre o game que será lançado dia 22 conhecido como Bulletstorm (link em Inglês para a reportagem). Mas o que ele basicamente sugere é que especialistas alegam que esse jogo aumentará a ocorrência de estupros executados pela base de jogadores devido aos nomes dados as diferentes formas de matar dentro do jogo. Tudo que direi sobre a reportagem em si é que é uma afronta sem tamanho. Mas me acompanhem para que eu enterre essa discussão até a Fox News fazer isso denovo. Afinal não é a primeira vez que eles soltam esse tipo de reportagem (visto o escândalo sexual que eles criaram com cenas bem tranquilas do game Mass Effect 2.)

A alguns dias eu postei a seguinte mensagem no Twitter:

Já que todo mundo está com a mania de colocar imagens de posts do Twitter eu vou fazer também.
Que traduzindo para nossa bela língua significa: "Até onde sei atores interpretam papeis onde eles matam o tempo todo. E eles não saem matando na vida real. Como os jogos são diferentes disso?" Então faço exatamente a mesma pergunta para vocês (que provavelmente leram esse tweet alguns dias atrás mas não falaram nada). Porque jogos influenciam mais uma pessoa que interpretar um papel? A resposta é: De  nenhuma forma. Se você provar de alguma forma o contrário me avise que eu paro de jogar imediatamente, ou não. Mas a verdade é que jogando você está interpretando papeis e tomando decisões dentro do universo do personagem. E quando um ator (pelo menos o bom ator) interpreta um papel ele está tomando as decisões pelo personagem dele, mesmo elas sendo parte de algo pré-determinado.

A diferença entre os jogos e a interpretação é que a primeira é muito mais difundida que a segunda. Pelo menos existe um número muito maior de jogadores que atores. E por isso existe uma chance maior de encontrar pessoas que jogam desestabilizadas psicologicamente. Pelo simples motivo de existir um número maior de indivíduos que jogam. Mas isso não quer dizer que o ato de jogar seja uma influência mais forte para promover crimes ou qualquer outro tipo de comportamento criminoso. Ou pelo menos não existe nada neste mundo provando que tal coisa possa acontecer. E meu argumento sobre os atores prova que interpretar papeis, igual acontece nos jogos, não compromete a índole de quem interpreta. Jogo desde os 3 anos de idade matando nazistas virtuais e isso não me tornou um homicida.

Então da próxima vez que alguém alegar que você, como o bom jogador que com certeza é, é mais violento por jogar ou criar jogos violentos, lembre o acusador de que os atores e os roteiristas amados por eles fazem exatamente o que você faz, e que isso não os tornam pessoas piores.

P.S: Depois de fazer vocês lerem isso tudo, aqui está o link de um especialista de verdade detonando o artigo da Fox News (link em Inglês). Não me matem. Afinal tenho que vender meu peixe.

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